quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

FACE DE CRISTO PROMOVE MAIS UMA EDIÇÃO DO REAVIVAR



A Comunidade Católica Face de Cristo promove, nos dias 24 e 25 deste mês, mais uma edição do Reavivar, que é realizado no segundo fim de semana depois do Carnaval.
O evento está programado para a sede da Face de Cristo, à Rua Edmilson Barros de Oliveira, 191, no bairro Cocó, onde podem ser feitas as inscrições. 

Mais detalhes na entrevista com Aluízio Nóbrega, coordenador da Comunidade, vídeo acima.


















MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO AOS JOVENS DA JMJ É PARA OS CORAJOSOS


Na mensagem divulgada para a JMJ em nível diocesano, Francisco afirma que a Jornada não é para jovens que procuram apenas a comodidade, recuando à vista das dificuldades.
Cidade do Vaticano –
“Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus (Lc 1, 30).” Este é o tema da mensagem do Papa Francisco em preparação à XXXIII Jornada Mundial da Juventude, celebrada em nível diocesano no Domingo de Ramos (25 de março).
A mensagem do Pontífice foi divulgada esta quinta-feira (22/02). Trata-se da segunda mensagem que o Papa dirige aos jovens durante o caminho de preparação da JMJ do Panamá, que se realizará em janeiro de 2019.
Francisco escolheu Nossa Senhora para acompanhar a juventude católica nesta peregrinação espiritual.

Mensagem do Papa para a JMJ 2018

No texto, Francisco afirma que a JMJ é para os corajosos, “não para jovens que procuram apenas a comodidade, recuando à vista das dificuldades. Aceitam o desafio?”.
Como em outras edições, o Pontífice utiliza a linguagem juvenil, falando de “likes”, “photoshop” e “smartphone”.
“Não deixem, queridos jovens, que os fulgores da juventude se apaguem na escuridão duma sala fechada, onde a única janela para olhar o mundo seja a do computador e do smartphone. Abri de par em par as portas de sua vida! Que seus espaços e tempos sejam habitados por pessoas concretas, relações profundas, que deem a possibilidade de compartilhar experiências autênticas e reais em seu dia-a-dia”, escreve o Papa.
A mensagem do ano passado era centralizada nas palavras do Magnificat, enquanto no próximo ano a atenção será à resposta de Maria ao anjo.
Segundo o responsável pelo Setor Juventude do Dicastério dos Leigos, Família e Vida, Pe. João Chagas, esta “trilogia mariana” é expressão do desejo de Francisco de oferecer aos jovens de todo o mundo uma visão teologal da própria existência, fazendo memória do passado, tendo coragem no presente e esperança no futuro:

Fonte: Rádio Vaticano

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE


22/02/2017 - 5ª. FEIRA - CÁTEDRA DE SÃO PEDRO

 - 1ª Leitura - 1Pd 5,1-4 - “o pastor é o modelo do rebanho de Deus”


São Pedro, o primeiro Papa, exorta aos presbíteros (padres) que têm a missão de pastorear o rebanho de Deus que sejam modelo para suas ovelhas, cuidando delas não por coação, mas com generosidade. Esta exortação também serve para todos nós que de uma forma ou de outra somos responsáveis para cuidar, orientar, encaminhar. Mesmo aquele (a) que é jovem, por ser cristão (ã) e assumir a Salvação de Jesus é, na sua família, no seu ambiente de trabalho e no mundo, pastor daqueles que precisam conhecer o amor de Deus. Precisamos, portanto, ter um coração generoso, livre e desinteressado não agindo por ganância, nem como dominadores, mas como MODELOS. Não fazendo distinção de pessoas, discriminando-as, e cobrando delas um comportamento exemplar, mas sermos nós mesmos, imitadores do Pastor Supremo, Jesus Cristo. Somente assim receberemos a coroa permanente da glória. Portanto, ser pastor, significa para nós dar testemunho do amor de Deus não nos acomodando diante das necessidades espirituais e humanas do povo que o Senhor nos entregar sendo presença atuante com generosidade e acolhimento. Somos também testemunhas do sofrimento de Cristo, por isso, participantes da glória que será revelada! - Você se acha pastor de alguém? De quem? - Como você trata as pessoas para quem quer dar testemunho do amor de Deus? - Você se acha dominador (a)? Você é uma pessoa generosa? – Você pode dizer que é um modelo do rebanho de Deus?


Salmo - Sl 22 (23),1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 1)

R. O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.


Esta é a peregrinação dos que confiam em Deus: apesar de seguir por vales tenebrosos e enfrentar os inimigos, experimentam também o descanso e a assistência do Senhor como um Pastor que lhes prepara o caminho, que lhes refrigera a alma e os alimenta na hora da necessidade. Todos nós que seguimos a Jesus temos como objetivo habitar na Sua casa pelos tempos infinitos.


Evangelho - Mt 16,13-19 - “uma missão especial aos olhos do Pai”


Cada um de nós tem uma missão muito especial aos olhos de Deus e cada pessoa é um instrumento Seu para a conscientização da nossa incumbência. Mais uma vez a liturgia nos leva a refletir sobre o episódio em que Pedro, guiado pelo Espírito Santo, reconhece que Jesus é o Messias o Filho de Deus vivo. Por esta razão Ele recebeu de Jesus o poder e a autoridade para ser chefe da Igreja, pastor do rebanho de Deus aqui na terra. Com isso, nós entendemos que Jesus constituiu a Sua Igreja sobre o fundamento dos apóstolos e com o poder do Espírito, por isso ela não será abalada pelo poder do inferno. O Espírito Santo é quem nos motiva, nos inspira e nos convence a continuar firmes na fé em Jesus Cristo. Só Ele pode nos revelar a verdadeira identidade de Jesus. A Palavra de Deus nos interpela, nos questiona e nos motiva também a compreender quem somos nós e qual o nosso papel na edificação do reino de Deus. Quando somos inspirados pelo Espírito Santo nós não nos enganamos e conseguimos discernir todos os desafios que nos são propostos pela Palavra do Senhor. Saber quem somos nós para o outro e principalmente para aquelas pessoas que nos cercam é muito importante para a nossa realização pessoal e para a descoberta do nosso ministério. Assim como Jesus conscientizou Pedro da sua missão, lhe dando um novo nome, Ele também quer nos direcionar para que sejamos fiéis ao Projeto do Pai e também nos dá a chave do Seu Amor que abre a porta dos corações a quem Ele quer conquistar por nosso intermédio. Para Deus o nosso nome designa uma missão muito especial, por isso é muito importante que tenhamos conhecimento do seu significado. - O que pode significar o seu nome? Pergunte ao Espírito Santo! - Você sabia que tudo o que você fizer na terra, terá também repercussão no céu? - Dê a você mesmo (a) um nome que designe uma virtude, uma qualidade, ou uma maneira de ser segundo a sugestão do Espírito Santo. – Você já assumiu a sua missão no reino dos céus?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

EVANGELHO DO DIA


Mateus 16,13-19

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.— Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.— Palavra da Salvação.

SANTO DO DIA - SÃO PEDRO


É com alegria que hoje nós queremos conhecer um pouco mais a riqueza do significado da cátedra, do assento, da cadeira de São Pedro que se encontra na Itália, no Vaticano, na Basílica de São Pedro. Embora a Sé Episcopal seja na Basílica de São João de Latrão, a catedral de todas as catedrais, a cátedra com toda a sua riqueza, todo seu simbolismo se encontra na Basílica de São Pedro.
Fundamenta-se na Sagrada Escritura a autoridade do nosso Papa: encontramos no Evangelho de São Mateus no capítulo 6, essa pergunta que Jesus fez aos apóstolos e continua a fazer a cada um de nós: “E vós, quem dizei que eu sou?” São Pedro,0 em nome dos apóstolos, pode assim afirmar: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus então lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi nem a carne, nem o sangue que te revelou isso, mas meu Pai que está no céus, e eu te declaro: Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; eu te darei a chave dos céus tudo que será ligado na terra serás ligado no céu e tudo que desligares na terra, serás desligado nos céus”.
Logo, o fundador e o fundamento, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Crucificado que ressuscitou, a Verdade encarnada, foi Ele quem escolheu São Pedro para ser o primeiro Papa da Igreja e o capacitou pelo Espírito Santo com o carisma chamado da infalibilidade. Esse carisma bebe da realidade da própria Igreja porque a Igreja é infalível, uma vez que a alma da Igreja é o Espírito Santo, Espírito da verdade.
Enfim, em matéria de fé e de moral a Igreja é infalível e o Papa portando esse carisma da infalibilidade ensina a verdade fundamentada na Sagrada Escritura, na Sagrada Tradição e a serviço como Pastor e Mestre.
De fato, o Papa está a serviço da Verdade, por isso, ao venerarmos e reconhecermos o valor da Cátedra de São Pedro, nós temos que olhar para esses fundamentos todos. Não é autoritarismo, é autoridade que vem do Alto, é referência no mundo onde o relativismo está crescendo, onde muitos não sabem mais onde está a Verdade.
Nós olhamos para Cristo, para a Sagrada Escritura, para São Pedro, para este Pastor e Mestre universal da Igreja, então temos a segurança que Deus quer nos dar para alcançarmos a Salvação e espalharmos a Salvação.
Essa vocação é do Papa, dos Bispos, dos Presbíteros, mas também de todo cristão.
São Pedro, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova Notícias

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

FALA DO PRESIDENTE DA CNBB É ALVO DE FALSAS NOTÍCIAS


Fala de presidente da CNBB é alvo de falsas notícias
A proliferação de notícias falsas nas redes sociais, as chamadas “fake news” (notícias falsas), tem sido o fenômeno da atualidade. Boa parte da produção deste conteúdo é de baixa qualidade e não possui o mínimo necessário de apuração, ou seja, verificação da veracidade da informação com ambos os lados envolvidos. Apenas, joga-se o conteúdo nas redes e, rapidamente, ele é disseminado como “verdade”.
Em janeiro deste ano, o papa Francisco condenou o “mal” das falsas notícias, frisando que jornalistas, assim como os usuários de redes sociais, devem evitar e desmascarar as “táticas de cobras” manipuladoras que, segundo o Pontífice, fomentam a desunião para servir interesses políticos e econômicos.
“Divulgar fake news pode servir para conquistar objetivos específicos, influenciar decisões políticas, e servir para interesses econômicos”, escreveu o papa no documento, condenando “a manipulação nas redes sociais” e em outros meios de comunicação. A declaração faz parte da mensagem intitulada “A verdade vos tornara livres – fake news e jornalismo de paz”, lançada em preparação para o Dia Mundial das Comunicações Sociais da Igreja Católica, a ser celebrado em 13 de maio.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem sido vítima frequente de boatos, manipulações da informação e notícias truncadas. Durante a coletiva de imprensa no lançamento da Campanha da Fraternidade 2018, dia 14/02, o arcebispo de Brasília e presidente da entidade, cardeal Sergio da Rocha, respondeu a jornalistas sobre apoio político nas próximas eleições e disse: Nós queremos candidatos comprometidos com a justiça social e a paz. Não [queremos] candidatos que promovam ainda mais a violência”, declarou o cardeal sem fazer referência direta a nenhum dos pré-candidatos.
Alguns site, blogs e canais de vídeos modificaram a fala do cardeal e afirmaram que a Igreja estava orientando o povo a não votar em um determinado pré-candidato à presidência da República. Tal notícia dada como “verdade” repercutiu nas redes, foi comentada, compartilhada milhares de vezes como sendo “verdade”. Porém, não houve consulta alguma da parte dos blogs e sites que disseminaram este conteúdo à CNBB sobre a veracidade da declaração.
A CNBB, que vem trabalhando para combater as “fake news”, se pronunciou e respondeu aos jornalistas que procuraram a entidade com a seguinte resposta:
“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não se pronuncia sobre candidatos e/ou partidos. A Igreja no Brasil oferece critérios cristãos para o discernimento sem substituir a consciência do eleitor”.
Voltando ao documento do papa sobre notícias falsas, ele destacou que as “fake news” já começaram quando Eva, seduzida pelas informações falsas divulgadas pelo demônio em forma de serpente, foi tentada, no Éden, a comer dos frutos da árvore proibida.
“A estratégia desse inteligente ‘pai da mentira’ é precisamente a imitação, essa forma de sedução traiçoeira e perigosa que se insinua no coração com argumentos falsos e atrativos”, disse Francisco referindo-se ao diabo.
O Pontífice ressalta ainda no documento que vê o papel do jornalismo como “uma missão” e que os jornalistas têm a responsabilidade de eliminar as fake news.
Fonte: CNBB

CÁTEDRA DE SÃO PEDRO



No dia 22 de fevereiro a Igreja Católica está celebrando a festa  da Cátedra de São Pedro Apóstolo. Relativamente poucos católicos compreende o que significa esta festa. O que vou escrever agora é tirado ipsis litteris do livro: Dicionário Enciclopédico das Religiões, Volume 1 (A-J) da autoria de Hugo Schlesinger e Humberto Porto, páginas 538/539, da Editora Vozes, Petrópolis, 1995.
A Cátedra de São Pedro é “a peça de um pequeno trono de madeira, revestido de bronze e ornamentado com incrustações de marfim, mede 1,36m de altura, por 0,85m e 0,65m e foi examinada inclusive através do teste do carbono 14 (radioativo). Era um trono real que foi oferecido ao papa João Vlll pelo imperador dos francos Carlos, o Calvo, provavelmente no ano de 875, data da coroação do Pontífice. De fato, na madeira do trono se distingue uma figura coroada representando os traços do monarca, como são vistos na Bíblia que ele ofereceu ao mesmo papa. O revestimento protetor do trono, reforçando-o e possibilitando o transporte, deve remontar a uma época posterior (talvez século Xl ou Xll). Utilizava-se essa Cátedra de São Pedro na liturgia da coroação de um novo papa e na festa da Cátedra de São Pedro (22 de fevereiro).
A ausência de dados históricos sobre sua origem, a presença de incrustações de marfim aparentemente de uma época romana, deram azo à formação da tradição que pretendia afirmar a origem do trono como petrina, isto é, teria realmente pertencido ao próprio apóstolo Pedro, o que agora ficou desmentido. O monumento da Cátedra de São Pedro no interior da Basílica Vaticana é obra do arquiteto Giovanni Bernini (1598-1680). A peça que contém o relicário é sustentada por dois Padres da Igreja Latina, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e por dois padres da Igreja Grega, Santo Atanásio e São João Crisóstomo. Estes insignes mestres lembram que as mais altas inteligências se submetem à autoridade da Cátedra de São Pedro. Por cima a dela a pomba do Espírito Santo. Esse monumento foi construído no pontificado de Alexandre Vll (1655- 1667). Por sobre a Cátedra esplende “a glória de Bernini” onde se coloca a figura do santo ou da santa durante a beatificação ou canonização”.
A festa deste ano une, numa só, duas comemorações anteriores à reforma litúrgica: a da estadia de São Pedro como bispo em Antioquia e a da sede definitiva de Pedro em Roma, onde morreu por volta do ano 67. Com a palavra “Cátedra” a Liturgia entende o lugar simbólico de onde Pedro exerceu sua função de mestre e guia da Igreja universal, conforme as palavras de Cristo: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18) e as outras: “apascenta meus cordeiros, apesenta minhas ovelhas” (Jo 21,16).  Da palavra “Cátedra” deriva o termo “Catedral”, ou igreja primacial, de onde o bispo ensina e preside à comunidade dos fiéis na diocese.
Pe. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

SEXTA MEDITAÇÃO: "A SEDE DE LAGRIMAS QUE DEVEMOS APRENDER"



O sacerdote Tolentino Mendonça continuou a série de pregações ao Papa e seus colaboradores. "As lágrimas podem nos tornar santos, depois de humanos", afirmou.
Cidade do Vaticano
Na localidade de Ariccia, ao sul de Roma, o Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria prosseguem os exercícios espirituais até sábado (24/02). Na manhã desta quarta-feira (21/02), o pregador, Pe. Tolentino Mendonça, propôs uma meditação intitulada “As lágrimas que falam de uma sede”, inspirada na presença feminina no Evangelho.
As mulheres nos abrem o Evangelho
Padre Tolentino ressaltou que as mulheres, na narração evangélica, se expressam quase sempre com gestos. Dedicam-se ao serviço, não competem pela liderança; estão ‘com’ Jesus e fazem de seu destino o próprio. ‘Servem’, que na gramática de Jesus, é o verbo mais nobre.
“ Com esta linguagem, evangelizam com o modo dos periféricos, dos simples, dos últimos ”
Uma espécie de sede
Curiosamente, no Evangelho de Lucas, um dos elementos que une as personagens femininas são as lágrimas: todas choram, expressando emoções, conflitos, alegrias, solidão ou feridas. Nos Evangelhos, Cristo também chora, assumindo a nossa condição e todas as lágrimas do mundo. Elas explicam a nossa sede de vida, de desejo; de relação. São a linha divisória que distingue os seres que sabem tudo dos seres que não sabem nada. São aquilo que pode nos tornar santos depois de humanos.
As lágrimas da mulher sem nome

O Evangelho de Lucas apresenta uma mulher que chora e ensina a chorar: uma intrusa, discípula anônima que segue o Mestre confiante que Ele a protegerá. Aparece sem ser convidada, unge e chora aos pés de Jesus. Não teve medo, mas suas lágrimas ‘contavam sua história’, como afirma o escritor Roland Barthes. Nosso choro não revela apenas a intensidade da nossa dor, mas a natureza de nossa sensibilidade pois chorando, nos dirigimos sempre a alguém. É a sede do próximo que nos leva a chorar. 
“ As lágrimas suplicam a presença de um amigo capaz de acolher nossa intimidade sem palavras e abraçar a nossa vida, sem julgar ”
Vê esta mulher?
Prosseguindo a meditação, Pe. Tolentino afirmou que o pranto da mulher intrusa era um ‘dilúvio’: ela banhou os pés de Jesus, os enxugou com os cabelos, os beijou e perfumou”. Em uma palavra, ‘tocou’ Jesus.
“ Como sacerdotes, muitas vezes tomamos distância da religiosidade popular que se expressa com lágrimas e afetividade, considerando-a uma forma de devoção ‘primitiva’; ou às vezes nem a notamos ”
“É difícil perceber a religião dos simples, baseada em gestos e não em ideias. A religião dos pastores pode ser perfeita em termos formais, teologicamente impecável, mas é ascética, impessoal, atuada com eficiência... mas não comove, não chega às lágrimas... vai com o ‘piloto automático’”.
“Repete-se conosco – concluiu o pregador – o que aconteceu com o fariseu: convidamos Jesus a entrar em nossa casa, mas não somos disponíveis a celebrar com Ele aquela forma radical de hospitalidade que é o amor”.


Fonte: Rádio Vaticano

BORGOGLIO COMPLETA 17 ANOS DE CARDINALATO



Com Jorge Mario Bergoglio receberam as insígnias cardinalícias das mãos de São João Paulo II os brasileiros Cláudio Hummes e Geraldo Majella Agnelo.
Cidade do Vaticano –
No dia 21 de fevereiro de 2001, 17 anos atrás, o então Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, era criado cardeal por São João Paulo II. Naquela ocasião, o Colégio Cardinalício ganhou 44 novos cardeais, entre os quais os brasileiros Cláudio Hummes e Geraldo Majella Agnelo.
“Venerados Irmãos, vocês são os primeiros Cardeais criados no novo milênio. Depois de ter bebido em abundância nas fontes da misericórdia divina durante o Ano Santo, a barca mística da Igreja prepara-se agora para "se fazer novamente ao largo", para transmitir ao mundo a mensagem da salvação. Em conjunto, queremos içar as suas velas ao vento do Espírito, perscrutando os sinais dos tempos e interpretando-os à luz do Evangelho”, disse São João Paulo II na homilia da missa.
Os 44 cardeais eram provenientes de vinte e sete países de quatro continentes. “Não é por acaso também este um sinal da capacidade que a Igreja, já presente em todos os recantos do planeta, tem de compreender povos de diferentes tradições e linguagens, para transmitir a todos o anúncio de Cristo? N'Ele, e só n'Ele, é possível encontrar a salvação”, disse ainda o então Pontífice.
Dessa profética homilia pronunciada em meio à diversidade cultural dos novos cardeais subiu ao trono de Pedro o primeiro Papa oriundo da América Latina.


Fonte: Rádio Vaticano

EVANGELHO DO DIA


Lucas 11,29-32

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. Glória a vós, SenhorNaquele tempo, 29quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas.30Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão.32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”.— Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE


21/02/2018 - 4ª. FEIRA PRIMEIRA SEMANA DA QUARESMA 

- 1ª. Leitura – Jn 3, 1-10 - “tempo de preparação”

A mensagem central desta leitura serve para nos advertir de que há um tempo previsto para que façamos o que precisa ser feito. Assim como enviou Jonas a grande cidade de Nínive para avisar ao seu povo do que poderia lhe acontecer “depois de quarenta dias”, o Senhor hoje nos fala através da Sua Palavra e nos dá o entendimento de que “quarenta dias” é um tempo de preparação, de adestramento, de mudança, de conversão para alcançarmos um bem já preparado, uma herança, uma conquista. Porém, há o reverso da medalha: não havendo esforço no combate não poderá acontecer vitória e sim fracasso e destruição. O propósito de Deus é o de sempre salvar o homem em qualquer circunstância que ele esteja vivendo. Para isso Ele não mede esforços e continuamente nos envia Seus mensageiros a fim de nos alertar e abrir os nossos olhos, enquanto há tempo. Diante da interpelação do Senhor cada um de nós sabe o que precisa ser mudado, qual o jejum que precisamos fazer e qual a veste que precisamos apresentar para combater o mal que pretende nos destruir. O Senhor está nos avisando de que precisamos nos afastar do mau caminho e de nossas práticas perversas. Dentro de nós há vestígios das nossas ações de egoísmo, orgulho, inveja, preguiça, libertinagem, rebeldia, gula, falsidade, desamor, que, se não tivermos cuidado, poderão nos destruir até o fim dos nossos quarenta dias. Os dias da nossa vida são assim por dizer como os “quarenta” de que fala o Livro de Jonas. É o tempo que temos para escutar a Palavra de Deus, acreditar e colocá-la em prática. Os ninivitas fizeram isso: acreditaram em Deus, se arrependeram e se converteram com a pregação de Jonas, aceitando fazer jejum e vestindo saco, desde o superior ao inferior. No entanto, a primeira coisa que devemos ter em mente é de que Deus tem poder para nos retirar de toda situação de pecado, por isso, Ele nos oferece a Sua graça e se nos arrependermos Ele voltará atrás e nos acenará com uma vida abundante, pois Ele quer apenas a conversão do pecador. Todavia, o voltar atrás de Deus está condicionado ao nosso voltar atrás. Ele é objetivo nos Seus planos e realizações: quer nos salvar! Nós, hoje, podemos ser Jonas, ou um dos ninivitas. Somos mensageiros de Deus para salvar o mundo e estamos no mundo para ser salvos através dos mensageiros de Deus. – Como você tem vivido nestes quarenta dias? - O que você precisa fazer para que o mal não tenha mais influência sobre você? - Quem é você: Um Jonas ou um ninivita? - É tempo de conversão: aproveite o recado de Deus para você!

Salmo 50, 3-4, 12-13. 18-19 (R. 19b)
R. Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!

Um coração arrependido é a expressão de uma alma libertada! O maior desejo de Deus é que nós provemos da imensidão do Seu amor. No entanto, para que isto possa acontecer realmente, isto é, para que nós possamos experimentar o poder amoroso do Pai nós precisamos ter um coração puro e um espírito decidido. Por isso é que o salmista nos ensina a suplicar a Deus o perdão em vista do nosso arrependimento sincero a fim de que tenhamos de novo uma alma livre.

Evangelho – Lc 11, 29-32 - “os ninivitas, a rainha de Sabá e nós”

Esta Palavra de Jesus é hoje um alerta para que nos coloquemos diante das nossas incoerências a fim de perceber se não estamos incorrendo no mesmo erro da geração do Seu tempo. Jesus nos dá o exemplo dos ninivitas, que se arrependeram e se converteram apenas com a pregação de Jonas e não pediram nenhuma prova nem quiseram ter visões sobre o que lhes era proposto. Do mesmo modo a rainha de Sabá, que ficou maravilhada com a sabedoria de Salomão, e seguiu os seus ensinamentos com inteira confiança nas suas sugestões. Jesus é a Palavra de Deus que se fez carne e veio até nós para nos direcionar e nos ensinar a assumir a vida da graça que nos foi prometida, depois que perdemos a nossa identidade com Aquele que nos criou, por causa do pecado. Todos nós sabemos que Ele veio ao mundo com a missão específica de nos salvar da destruição eminente a que o pecado nos impôs, por isso, Ele é o grande sinal de Deus para nós. No entanto, nós, assim como aquela geração má que conviveu com Ele, ainda não nos conscientizamos disso e, às vezes, pedimos ao próprio Jesus sinais para acreditar na Sua Palavra. Pela nossa incredulidade nós continuamente estamos perdendo a grande chance de nos apossar das bênçãos que nos foram preparadas. A descrença é, portanto, uma grande arma usada pelo inimigo para enfraquecer a nossa fé em Jesus Cristo. Por isso mesmo, nós vivemos pedindo provas e querendo ver sinais quando sem nenhuma preparação abrimos aleatoriamente a Sua Palavra tentando encontrar respostas que estejam de acordo com os nossos interesses. Precisamos tomar consciência de que a nossa geração é mais abençoada do que a geração dos ninivitas e da rainha do Sul (Rainha de Sabá). Somos privilegiados, porque o próprio Jesus, isto é a própria Salvação, veio a nós como Mestre e Redentor e a Sua Palavra é a garantia que temos de que o Pai nos perdoa e nos acolhe com amor e misericórdia apesar das nossas transgressões. - Você ainda espera algum outro sinal a não ser o sinal da Cruz? – A palavra de Deus lhe basta para que você volte atrás e se arrependa e tenha vida nova? – Você sabe que foi assinalado (a) com o selo do Espírito Santo de Deus? – Você faz parte da geração boa ou má?

Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA


São Pedro Damião, Bispo e Doutor da Igreja. Nasceu em Ravena, Itália no ano de 1907. Marcado desde cedo pelo sofrimento porque perdeu os seus pais, foi morar e viver com seu irmão. No amor e no acolhimento, São Pedro Damião pode discernir a sua vocação.
Oração e penitência, algo que sempre acompanhou a vida de Pedro Damião; e algo que também precisa nos acompanhar constantemente.
São Pedro Damião discerniu sua vocação à vida religiosa e entrou para a Ordem dos Camaldulenses, no mosteiro de Fonte Avellana, na Úmbria, onde religiosos austeros levavam vida de eremitas.
Diante das regras e do que ele via e percebia, era preciso uma renovação a começar por ele. Ao se abrir a ação do Espírito Santo, ao ser obediente às regras, outros também foram se ajuntando a Pedro Damião, fundaram outros mosteiros e deram essa contribuição.
A renovação de qualquer instituição passa pela renovação pessoal, e também é válido para os tempos de hoje. As reclamações, as acusações, as rebeliões nada renovam, mas a decisão pessoal, a abertura a Deus, isso sim, pode provocar, como provocou na vida e na história de São Pedro Damião, uma renovação.
Deus pediu mais, e ele foi servir de maneira mais próxima a hierarquia da Igreja, sendo conselheiro de um Papa. Foi Bispo de Óstia, lugar perto de Roma, e também foi escolhido como Cardeal. Algo que marcou a sua história.
São Pedro Damião, sua própria vida nos aconselha a oração, a penitência e ao amor que se compromete com a renovação dos outros, pois a partir da renovação pessoal, nós também ajudamos na renovação do outro e das instituições.
A Igreja precisa ser renovada constantemente, para isso somos chamados a nossa renovação pessoal, a conversão diária. Peçamos a intercessão do santo de hoje que foi Bispo, Cardeal e Doutor da Igreja.
São Pedro Damião, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova Notícias

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

QUINTA MEDITAÇÃO: "A SEDE DE JESUS"


A sede de Jesus é a sede de dar água viva, a sede de conceder à Igreja o dom da água viva.
Cidade do Vaticano
O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana prosseguem os exercícios espirituais na Casa Divino Mestre, em Ariccia.
“A sede de Jesus” foi o tema proposto na quinta meditação pelo pregador do retiro, Pe. José Tolentino de Mendonça, na tarde desta terça-feira (20/02).
O sacerdote português iniciou a meditação com um trecho do Evangelho de João em que Jesus, após ter sido pregado na cruz, diz: “Tenho sede.”
Os Padres da Igreja interpretaram essa sede de Jesus sobretudo como “sede corporal”, não dando muito valor ao sentido  metafórico contido nessa declaração.
“A sede física documentava de forma convincente que Jesus era de carne e osso como toda pessoa”, mas tinha sede “da salvação dos homens”.
A sede da samaritana e a sede de Jesus
No encontro com a samaritana, Jesus pede água, mas é ele quem dá de beber e promete-lhe a “água viva”. A samaritana não entende imediatamente as palavras de Jesus, “as interpreta como sede física, mas desde o início Jesus dava um sentido espiritual”.  
“O seu desejo sempre visava outra sede”, conforme explicou à samaritana: «Se você conhecesse o dom de Deus, e quem lhe está pedindo de beber, você é que lhe pediria. E ele daria a você água viva.»
Segundo Pe. Tolentino, “a sede Jesus parece se extinguir somente quando ele se proclama fonte de água viva e abre à promessa do dom do Espírito”.
“A sede é o selo do cumprimento de sua obra e, ao mesmo tempo, do forte desejo de doar o Espírito, verdadeira água viva capaz de saciar radicalmente a sede do coração humano.”
O pregador do retiro explicou que a sede da qual Jesus fala é uma sede existencial que se extingue, quando a nossa vida se converge em direção ao Senhor.
“Ter sede, é ter sede Dele. Somos chamados a viver de uma centralidade cristológica: sair de nós mesmos para buscar em Cristo aquela água que sacia a nossa sede, vencendo a tentação da autorreferencialidade que nos deixa doentes e tiraniza”.
“A sede de Jesus é a sede de dar água viva, a sede de conceder à Igreja o dom da água viva. Para os fiéis, a sede de água viva é a sede de aprofundamento da fé, sede de penetrar no mistério de Jesus, sede do Espírito. Para Jesus, a sede é o desejo de comunicar todos esses dons.”
A sede de Jesus revela a sede humana
Segundo Pe. Tolentino, “a sede de Jesus ilumina e responde à sede de Deus à falta de sentido e verdade, ao desejo de todo ser humano de ser salvo, mesmo que seja um desejo oculto ou enterrado debaixo dos detritos existenciais”.
O “Tenho sede”, proclamado por Jesus, envolve a Igreja de todos os tempos, em particular a nossa.
A esse propósito, o sacerdote português citou como exemplo Madre Teresa de Calcutá, que em 10 de setembro de 1946, a bordo de um trem que ligava Siliguri a Darjeeling, na Índia, viveu uma forte experiência espiritual: “de forma quase física sentiu a sede de Jesus que a chamava a dar a vida a serviço da sede dos pobres e rejeitados, dos últimos dos últimos. O coração e a alma das Missionárias da Caridade é somente este: a sede do coração de Jesus escondido no pobre.”
Acolher o Espírito, dom da sede
O Espírito continua nos fazendo ouvir a voz de Jesus que nos diz: “Tenho sede!”
“Ele é o dinamismo do Ressuscitado em nós. O Espírito é a continuação dessa história, uma continuação que não é repetida, não é sempre a mesma. É a fantasia do Espírito, a sua criatividade que difunde em nós dons diferentes, carismas diferentes, competências complementares a fim de construirmos o Reino de Deus onde quer que estejamos.”
O Espírito “é a força motriz da vida da Igreja e da vida de todo cristão. Por isso, precisamos do Espírito Santo e devemos redescobrir a fé em seu poder. Muitas vezes o Espírito Santo permanece completamente esquecido. Devemos redescobrir o Espírito Santo, porque sem Ele a Igreja é somente memória, o que fazemos é somente uma recordação do que foi. É o Espírito que diz: o cristianismo é também presente e futuro”, disse Pe. Tolentino.
“Somos chamados a viver na esperança toda situação da vida. Às vezes, somos uma Igreja em que falta a vivacidade do Espírito, a juventude do Espírito. É o Espírito que nos dá o sentido de plenitude, o sentido da missão e que nos torna uma Igreja em saída.”


Fonte: Rádio Vaticano

EVANGELHO DO DIA


Mateus 6,7-15

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. Glória a vós, Senhor.Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras.8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais.9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.— Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE


20/02/2018 - 3ª. FEIRA DA PRIMEIRA SEMANA DA QUARESMA 

- 1ª. Leitura – Is 55, 10-11 - “os efeitos da Palavra de Deus em nós”

A Palavra do Senhor é poderosa! O mundo e tudo o que nele existe foi formado pela palavra de Deus. O Senhor disse: “fiat” – faça-se, e a Sua palavra foi mais que suficiente para, do nada, trazer à existência tudo quanto vive sobre a terra. Deus não nos criou para o nada e não estamos aqui à mercê da sorte ou das contingências da vida. Deus tem um propósito a nosso respeito! É por essa razão que Ele insiste em nos atrair para Si e nos fazer reconhecer o Seu poder, a Sua Majestade e o Seu Amor que se manifestam por meio da Palavra que sai da Sua boca. Nesta leitura o profeta usando as figuras da natureza fala em nome do Senhor, nos dando ciência de que o projeto da nossa existência está contido na Sua Palavra que vem a nós como a chuva e a neve que descem do céu. A chuva e a neve vêm para irrigar e fecundar a terra fazendo-a germinar e dar semente para o plantio com o objetivo de nos alimentar. A Palavra de Deus também vem para fecundar a nossa humanidade, que é terra e germinar em nós a semente do Seu amor que se expressa na Sua vontade soberana de realizar tudo de que precisamos para ter uma vida promissora e abundante de graças. A Palavra de Deus assim como a semente, tem sempre uma atuação importante no solo do nosso coração para o nosso crescimento humano e espiritual. Ela vem como gotas com o propósito de fertilizar o terreno da nossa humanidade e fazer brotar a Sua semente para o plantio e alimentação da nossa alma. O objetivo do Senhor é claro: “realizar tudo o que for de Sua vontade a fim de produzir os efeitos que Ele pretendeu ao enviá-la” A vontade de Deus é o paraíso para a nossa vida. Quem pensar assim e aceitar a Sua orientação terá uma vida saudável no corpo e na alma. Somente a escuta atenta da Palavra de Deus nos fará viver nesta quaresma, uma preparação eficaz para ressuscitarmos com Cristo, no domingo de Páscoa. Que nós possamos “enxergar” os efeitos da Palavra de Deus em nós, assim como vemos os efeitos que a chuva e a neve fazem na terra que está à nossa vista. – Você já prestou atenção nos efeitos da chuva quando cai na terra seca? – Você já enxerga em você os efeitos da Palavra de Deus a qual medita todos os dias? – Você já entendeu qual o propósito de Deus para si, pelas mensagens que a palavra lhe dá? – No seu coração há terra seca, espinhos, mato ou flores e frutos? Pense nisto!

Salmo 33, 4-5. 6-7. 16-17. 18-19 (R. 18b)
R. O Senhor liberta os justos de todas as angústias.

O salmista exalta a justiça de Deus para com todos os que O procuram. Não estamos sós nem fomos abandonados (as) pelo Deus que nos criou. O Senhor nosso Deus está atento às nossas súplicas e sempre pronto a atender às nossas necessidades, principalmente quando temos o coração atribulado e o espírito abatido, isto é, arrependido e humilhado, dependente dos Seus cuidados. O Senhor escuta o clamor dos justos e justo é quem tem consciência de que necessita do conforto de Deus para ser feliz.

Evangelho – Mt 6, 7-15 - “o perdão é a condição

O Pai Nosso é a oração por excelência, pois coloca no centro da nossa compreensão de vida plena as nossas necessidades fundamentais e que estão conformadas à vontade de Deus para nós: o reino, o pão e o perdão. Às vezes, quando vamos orar ao Senhor, mesmo que tenhamos as melhores das intenções nós nos perdemos nas palavras e confundimos os anseios da nossa alma. Perdemos tempo em procurar palavras bonitas e achamos que Deus, como todo o mundo, não vai nos escutar, pois não sabemos nos expressar. Neste Evangelho Jesus nos ensina a rezar com coerência e de coração, sem subterfúgios nem redundâncias, mas com simplicidade e sinceridade. Jesus nos ensina a pedir o reino dos céus que é o estado perfeito para a nossa vivência aqui na terra. Viver o reino do céu aqui na terra é antecipar e experimentar da glória que um dia iremos usufruir plenamente, vivenciando a paz, a alegria, a realização humana e espiritual. Quando pedimos a Deus o pão estamos reivindicando o alimento que sustenta o nosso corpo, nos fortalece e revigora materialmente falando, mas é também a substância que sustenta a nossa alma! É o material e o espiritual! É tudo de quanto precisamos para viver em harmonia com Deus, com nós mesmos e com os homens. O pão material é a veste, o remédio, a moradia, o trabalho, o lazer, o descanso, tudo de que o nosso corpo precisa para viver conforme o que Deus nos reservou. O pão espiritual é a Palavra, a Eucaristia e a Oração, que vêm do céu, dão sustento à nossa vida interior e animam a nossa vida espiritual. ... “se perdoardes, sereis perdoado” ! Jesus coloca aqui o perdão como a condição sem a qual nós não conseguiremos nem o reino nem tampouco o pão. Nós nunca conseguiremos viver o reino dos céus aqui na terra se não recebermos o perdão de Deus e não dermos o perdão aos homens. A falta de perdão é porta fechada e que nos impede de usufruir de tudo o que o Pai tem reservado para nos oferecer. Sem perdão nós poderemos rezar o Pai Nosso infinitamente, no entanto, a nossa oração será como a oração dos pagãos, isto é, daqueles que não acreditam. Portanto, o perdão faz toda a diferença. Nós precisamos unir a nossa oração à nossa ação, pois somente assim ela tornar-se-á um eco da Oração que Jesus também fez a Deus - Como você tem feito a sua oração? - Você tem pedido assim? Você tem cumprido o que tem rezado no Pai Nosso? O que precisa mais acontecer para que você possa rezar o Pai Nosso assim como Jesus ensinou?

Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho