quarta-feira, 29 de março de 2017

AMOR ONDE NÃO HÁ AMOR


Por: Padre Geovane Saraiva*
Como aprender do cego de nascença, homem excluído pela sociedade de seu tempo, quando todos o asseguravam que seria também esquecido por Deus? Quando experimentamos o sofrimento, mesmo desiludidos e desencorajados com nossa fé colocada à prova, surgem, providencialmente, muitas vezes, pessoas como se fossem a própria mão de Deus, com palavras de ânimo, consolo e esperança. Como o povo de Deus de outrora, devemos acolhê-las, confiantes de que é o mesmo Deus presente e escondido na dor e no sofrimento, revelando-se a seu povo. Jesus foi chamado por Deus para defender, acolher e curar precisamente aquela pessoa que fora excluída e humilhada. A luminosidade de Jesus faz de verdade a diferença naquele pobre homem, a ponto de resgatá-lo, tirando-o do hábito vergonhoso de mendigar.
Peçamos a Nosso Senhor Jesus Cristo que nos cure de nossas cegueiras físicas, sociais e espirituais, dando-nos a graça, sempre e cada vez maior, de aceitar e reconhecer, sem nunca excluir, o nosso irmão como um filho de Deus que merece respeito e dignidade. A profissão de fé do cego – “Senhor, eu creio” – é para que se compreenda que Jesus não abandona quem sinceramente O procura e O ama. Mesmo que seja excluído e sofra repreensão e grito de autoridades, comunidades e instituições religiosas, aquele que é contado como louco, não estando de acordo com muitas normas e leis; ele participa, com certeza, do privilégio de estar em um bom lugar, de experimentar a presença amorosa de Jesus.
Reflitamos sobre o texto do cego de nascença, profundamente marcado pela exclusão e marginalização religiosa e social, na dor da sua enfermidade, com a concepção da época, de que pessoas com tais enfermidades carregavam consigo um castigo de Deus. Essas pessoas eram eliminadas do convívio humano e social, não podendo se aproximar de seus semelhantes, causando-lhes grande dor e terrível sofrimento. O milagre de Jesus naquele cego de nascença, no gesto de misturar Sua saliva com a terra e fazer lama, rompe e ultrapassa barreiras, indicando-nos a saliva como uma energia que, ao se encontrar com a mãe terra, dom sagrado de Deus, percebe-se a manifestação de Sua generosa bondade.
O encontro com Jesus muda por completo sua vida, numa luminosidade tal que o leva a desfrutar de uma nova vida, tendo por base a dignidade de filho de Deus. Em Jesus, poder e vontade andam juntos e confundem-se. Na cura do cego de nascença, o Filho de Deus mostra e revela ao mundo, de um modo pedagógico, seu poder salvador. É a realização da vontade do Pai ensinando à humanidade o verdadeiro sentido da vida, ao nos assegurar que tudo foi feito por amor e para a felicidade de todos, e não para alguns. Jesus anuncia que o reino de Deus já chegou, manifestando-se nos mais distantes, excluídos e necessitados. Amém!
*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza – geovanesaraiva@gmail.com

DOM ORLANDO: "QUE VOCÊS SEJAM OS MICROFONES DE DEUS, DO EVANGELHO DO REINO


Bispo de Aparecida fez apelo durante abertura do Congresso de Rádio Católica do Brasil
Emissoras Católicas de Rádio participaram do I Congresso de Rádio Católica do Brasil, promovido pela Rede Católica de Rádio (RCR), em Aparecida (SP), nos dias 28 e 29 de março. A temática do evento abordou o processo de migração das emissoras que utilizam a frequência AM para a faixa FM. Além disso, trouxe painéis sobre a audiência no rádio, linguagens e soluções para a crise. A solenidade de abertura do evento contou com as presenças do arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes; do bispo auxiliar de São Paulo, dom Devair Araújo da Fonseca; representantes da Signis Brasil e da RCR.
Nas palavras de abertura, o arcebispo de Diamantina, dom Darci Nicioli mandou uma mensagem aos congressistas por meio de um vídeo ressaltando a relevância do rádio, o amor à comunicação, à evangelização, e falando principalmente de estar a serviço da comunicação numa cultura do encontro: “Precisamos olhar para o futuro com amor e esperança. Radiodifusores, reflitam sobre a urgentíssima necessidade: é preciso caminhar com a Igreja”, afirmou.
Dom Orlando Brandes também se manifestou sobre a abertura do Congresso:  “Aprendi que primeiro vem a comunicação interpessoal e depois os meios de comunicação. Que nós conversemos bastante! Que a comunicação autenticamente católica ajude a recompor tudo aquilo que está quebrado, que vocês sejam os microfones de Deus comunicador, do evangelho e do Reino”, falou.

Palestras

No primeiro dia de palestras, o evento contou com vários temas de relevância para o atual momento do rádio.  Foram apresentados dados estatísticos que apontam novos caminhos às emissoras e que podem ser úteis para mudanças significativas para ouvintes, radiodifusores e para os setores comerciais.
Para o painel que tratou de soluções para o momento de crise vivido no país de uma forma geral, a professora Glaucya Tavares enfatizou a importância de se manter em movimento, de acompanhar as transformações da sociedade e da comunicação, bem como aproveitar as oportunidades que a tecnologia e as tendências oferecem: “Os jovens assistem youtubers como referências até para suas próprias dúvidas, eles também não conseguem se manter assistindo um vídeo por muito tempo. Um minuto e meio. Nem mesmo nós gostamos de programas longos. Isso é um desafio: manter o pico de atenção, falar da necessidade do outro, do que interessa. Nesse momento de crise, há muitos temas dos quais a Igreja pode tratar para trazer uma solução para seus ouvintes.  Assim, cria-se um vínculo com o público e um pico de atenção. Precisamos usar novos formatos para levar a doutrina”, declarou. 
Ela ainda ressaltou que é preciso fazer investimentos assertivos e verificar se a audiência está correspondendo aos programas: “Se não estamos sendo ouvidos, não estamos fazendo rádio. É a era da resolução. O que estamos resolvendo para nossos ouvintes?  Também temos que falar para novos públicos porque quem quer falar para os mesmos acaba falando para ninguém. Porque os mesmos mudam”, disse. Glaucya concluiu afirmando que é preciso também dar espaço para prioridades, entender a própria identidade (o que é e para quem), além de investir em uma administração colaborativa.
O presidente da Rádio Renascença de Portugal, padre Américo Aguia falou sobre novas linguagens. Ele sublinhou que não se deve ter medo das novas linguagens, mas sim observá-las, estudá-las e agir com base nisso. Na sequência, a presidente da RCR, Angela Morais, falou sobre como trabalhar em rede. Ela destacou que o essencial “é o compartilhamento de conteúdo, a reunião de forças. São oito bases geradoras na RCR, mas hoje todas as rádios são geradoras de conteúdo. O importante é termos uma sintonia juntos enquanto instituição”, finalizou.

Migração e avanços tecnológicos

O último dia do Congresso, 29, contou com a celebração eucarística presidida por dom Darci e concelebrada por dom Devair. Logo após, abrindo as exposições, na parte da manhã, foram tratadas as intensas mudanças do meio digital e a urgência das rádios em estarem presentes nos dispositivos.  A questão da migração de AM para FM também ganhou destaque. De acordo com a advogada, Tathiana Noleto, é menos oneroso fazer a alteração para FM do que promover a digitalização. Ela também elucidou todo o histórico e processos da migração, como passos da adaptação, prazos de editais, entre outras particularidades.

Com informações da RCR

Fonte: CNBB

MORRE NO RIO DE JANEIRO O LITURGISTA E EX-ASSESSOR DA CNBB FREI ALBERTO BECKHÄUSER


Franciscano era referência da renovação litúrgica do Concílio Vaticano II para Brasil, América Latina e Caribe 
Morreu nesta terça-feira (28), em Petrópolis (RJ), frei Alberto Beckhäuser, referência em Liturgia para o Brasil. O religioso de 81 anos estava internado no Hospital da Beneficência Portuguesa e sofria de câncer no pâncreas, diagnosticado em janeiro deste ano.
Frei Alberto foi membro da Comissão de Tradutores dos Textos Litúrgicos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), quando funcionava no Rio de Janeiro, entre 1967 e 1973. Mais de dez anos depois, o religioso voltou à CNBB como assessor da Comissão Episcopal para a Liturgia, entre 1986 e 1991. A partir de 1995 voltou a ser coordenador de Traduções e Edições de Textos Litúrgicos da entidade.
Trajetória
O religioso entrou para o seminário em 1948 e foi ordenado padre em dezembro de 1962. Logo em seguida mudou-se para Roma, onde fez a Licença e o Doutorado em Teologia com Especialização em Sagrada Liturgia no Pontifício Ateneu Anselmiano. 
A vida de frade foi dedicada praticamente à formação. Foram quase 50 anos de aulas de Liturgia, incluindo a formação litúrgica dos frades; cursos, encontros nacionais e internacionais de Liturgia. Até o diagnóstico da doença, no início de 2017, lecionava Liturgia no Instituto Teológico em Petrópolis, no Seminário Diocesano de Petrópolis e na Pós-graduação de Liturgia, em São Paulo. Desde 2002, lecionava Liturgia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Foram 35 anos de magistério e de animação da vida litúrgica, enfrentando os altos e baixos da reforma e da renovação litúrgica desejada pelo Concílio Vaticano II e promovidas a partir dele.
Da preocupação teológica e espiritual da Liturgia surgiram dezenas de livros sobre o assunto e numerosos artigos que serviram de referência no estudo litúrgico. O missionário e mestre franciscano da Sagrada Liturgia renovada do Concílio Vaticano II era referência para o Brasil, América Latina e Caribe.
O corpo de Frei Alberto Beckhäuser está sendo velado nesta quarta-feira, 29, na capela do Instituto Teológico Franciscano, de Petrópolis (RJ), e o sepultamento acontecerá após a missa de Exéquias, às 16h.
Fonte: CNBB

PAPA: "COMO ABRAÃO, ESPERAR CONTRA TODA ESPERANÇA"


Cidade do Vaticano (RV) – A catequese proferida pelo Papa na audiência geral desta quarta-feira (29/03) foi inspirada no episódio narrado por Paulo na Carta aos Romanos. Segundo Francisco, este trecho é um ‘grande dom’, porque mostra Abraão como ‘pai da esperança’ e preanuncia a Ressurreição: a vida nova que vence o mal e até a morte.
 
“Abraão não vacilou na fé, apesar de ver o seu físico desvigorado por sua idade e considerando o útero de Sara já incapaz de conceber”, diz o trecho lido em várias línguas aos 13 mil fiéis presentes na Praça São Pedro.
O Apóstolo nos ensina que somos chamados a viver esta experiência, a ‘esperar contra toda esperança’; a acreditar no Deus que salva, que chama à vida e nos tira do desespero e da morte. “Que aquele hino a Deus, que liberta e regenera, se torne profecia para nós”, disse o Papa, prosseguindo:
“Deus ‘ressuscitou dos mortos a Jesus’ para que nós também possamos passar Nele da morte à vida. Pode-se bem dizer que Abraão  se tornou ‘pai de muitos povos’, porque resplandece como o anúncio de uma nova humanidade, resgatada por Cristo do pecado e conduzida para sempre ao abraço do amor de Deus”. 
A esperança cristã vai além da esperança humana
Paulo nos ajuda a compreender a íntima relação entre fé e esperança. A esperança cristã não se baseia em raciocínios, previsões e garantias humanas; ela se manifesta quando não há mais nada em que esperar, exatamente como o fez Abraão ante sua morte iminente e a esterilidade de Sara, sua esposa. Era o fim para eles... não podiam ter filhos... mas Abraão acreditou, teve esperança”.
A grande esperança se fundamenta na fé e precisamente por isso é capaz de ir além de qualquer esperança. Não se baseia em nossa palavra, mas na Palavra de Deus, explicou Francisco à multidão. 
“E é neste sentido que somos chamados a seguir o exemplo de Abraão, que mesmo diante da evidencia de uma realidade que o levaria à morte, confia em Deus, plenamente convencido de que Ele tem poder para cumprir o que prometeu”. 
Improvisando, a pergunta aos fiéis
Dirigindo-se à Praça, o Papa perguntou aos fiéis: “Estamos convencidos realmente de que Deus nos quer bem? Que ele pode cumprir o que prometeu? Qual seria o seu preço? Abrir o coração! A força de Deus ensinará o que é a esperança. Este é o único preço: abrir o coração á fé... e Ele fará o resto!”.
“Eis, portanto, o paradoxo e ao mesmo tempo, o elemento mais forte, mais elevado, da nossa esperança! Ela é fundada em uma promessa que do ponto de vista humano parece ser incerta e imprevisível, mas que se manifesta até mesmo diante da morte, quando quem a promete é o Deus da Ressurreição e da vida”.
Firmes na esperança
“Queridos irmãos e irmãs, peçamos ao Senhor a graça de permanecer firmes não apenas em nossas seguranças, em nossas capacidades, mas na esperança que brota da promessa de Deus. Assim, a nossa vida terá uma nova luz, na certeza de que Aquele que ressuscitou o seu Filho ressuscitará a nós também, tornando-nos uma só coisa com Ele, junto de todos os nossos irmãos na fé”. 
O Papa encerrou o encontro concedendo a bênção aos fiéis 

(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

PAPA PEDE PROTEÇÃO PARA OS CIVIS IRAQUIANOS


Cidade do Vaticano (RV) – Na conclusão da audiência geral aos fiéis, na praça São Pedro, o Papa Francisco saudou os grupos presentes na Praça, como a delegação iraquiana de representantes religiosos acompanhada pelo Cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. A eles, o Pontífice dirigiu especificamente algumas palavras:
 
“A riqueza da querida nação iraquiana reside precisamente neste mosaico que representa a unidade na diversidade, a força na união, a prosperidade na harmonia. Queridos irmãos, encorajo-os a continuar assim, convidando-os a rezar para que o Iraque encontre na reconciliação e na harmonia entre seus componentes étnicos e religiosos, a paz, a unidade e a prosperidade. Meu pensamento é para os civis retidos nos bairros ocidentais de Mossul e os desalojados pela guerra, aos quais me sinto unido no sofrimento por meio da oração e da proximidade espiritual. Ao expressar profunda dor pelas vítimas do sangrento conflito, renovo a todos o apelo a se comprometerem com toda a firmeza possível com a proteção dos civis: é uma obrigação imperativa e urgente”.
As últimas notícias provenientes do Iraque falam da descoberta daquela que seria a maior vala comum do Iraque, próxima da cidade de Mossul, onde os militantes do Daesh teriam enterrado as suas vítimas. As autoridades iraquianas admitem que pode haver restos mortais de seis mil pessoas. As vítimas seriam elementos dos serviços de segurança e da polícia que foram mortos quando o autoproclamado ‘Estado Islâmico’ conquistou a cidade, em 2014.
Um comunicado da Anistia Internacional divulgado terça-feira (28/03) denuncia que centenas de civis morreram em Mossul no interior das suas casas ou em refúgios depois de o Governo do Iraque lhes ter pedido para não fugirem durante a ofensiva da cidade. (CM)(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

PAPA FRANCISCO: JOVENS SEJAM PORTADORES CONVICTOS DA ALEGRIA DO EVANGELHO



Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do Simpósio europeu sobre os jovens, que se realiza em Barcelona (Espanha) de 28 a 31 de março.
 
O evento é promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (Ccee), sobre o tema: “Acompanhar os jovens a responder livremente ao chamado de Cristo”.
Na mensagem, assinada pelo Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, o Pontífice encoraja os participantes a conduzirem uma reflexão sobre os desafios da evangelização e sobre o acompanhamento dos jovens para que, mediante o diálogo e encontro, “os jovens sejam portadores convictos da alegria do Evangelho em todos os âmbitos”.
O Simpósio reúne mais de 200 representantes dos episcopados de todo o continente e pretende ser preparatório para o Sínodo convocado pelo Papa Francisco para o próximo ano e que será centralizado na juventude.
Os participantes estão analisando como aumentar o número de vocações e como atrair os jovens ao catolicismo, a partir de cinco âmbitos cruciais: catequese, escola, universidade, vocações e tecnologia.(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

RCC REALIZA ENCONTRO ESTADUAL DE FORMAÇÃO



Acontece nos próximos dias 01 e 02 de abril no Colégio Estadual Castelo Branco, em Fortaleza o Encontro Estadual de Formação para Lideranças e Ministérios da Renovação Carismática Católica do Ceará. O evento visa formar coordenadores e líderes do movimento de todas as dioceses do Ceará, tendo como base os direcionamentos aplicados para a RCC em todo o Brasil.
O EEF, como é conhecido, reunirá representantes das nove dioceses do Ceará e contará com a presença do Coordenador Estadual da RCC, Francisco Timá, além dos Padres José Leandro (Iguatu) e Marcos Ronney (Chorozinho), que participam de todo o encontro que contará com Santa Missa, Adoração, Momentos de Oração, Partilha, Pregações e Workshops específicos para formação dos ministeriados engajados no movimento.
São esperadas para o encontro mais de mil pessoas que já se organizam em caravanas provenientes de todas as regiões do estado. As inscrições estão sendo realizadas no site www.rccceara.org, assim como também na recepção do encontro, sendo que para alimentação e hospedagem, esta deverá ser feita antecipadamente com cada coordenador de diocese.
Serviço:
Encontro Estadual de Formação 2017
Dias 01 e 02 de abril – A partir de 07h30.
Colégio Estadual Castelo Branco – Rua Irmã Bazet, 210 – Montese
Informações: (85) 98699 1793 (FABIANA) / 98738 3480 (RAYME).
Eder Machado
Ministério de Comunicação Social – RCC Cearáwww.rccceara.org / www.facebook.com/RCCCEoficial
(85) 98735 0501 (oi) / 99676 9127 (WhatsApp)

PAPA FRANCISCO NOMEIA BISPO PARA FLORIANO (PI)


Diocese estava vacante desde maio de 2016. Padre Edivalter será o terceiro bispo diocesano
A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou na manhã desta quarta-feira, 29 de março, a decisão do papa Francisco em nomear para a vacante diocese de Floriano (PI), padre Edivalter Andrade. Atualmente ele exerce o posto de vigário geral da diocese de São Mateus (ES).
A diocese de Floriano foi criada em 27 de fevereiro de 2008 pelo papa Bento XVI, por ocasião do desmembramento da Diocese de Oeiras-Floriano. Ela estava vacante desde o dia 4 de maio de 2016, quando o papa Francisco nomeou dom Valdemir Ferreira como bispo de Amargosa (BA).  Padre Edivalter será o terceiro bispo diocesano.
Natural de Barra de São Francisco (ES), padre Edivalter tem 54 anos de idade. Nasceu em 17 de abril de 1962. Formado em Filosofia e Teologia pelo Instituto de Filosofia e Teologia da arquidiocese de Vitória (IFTAV), concluiu seus estudos em 1988. Logo após, em 1989, foi ordenado padre. 
No início de seu ministério, padre Edivalter atuou como vigário na paróquia de São Mateus. De 1990 a 2000, foi reitor no Seminário Maior da diocese de São Mateus, localizado em Carapina-Serra (ES). O presbítero atuou também como administrador paroquial na paróquia São Cipriano, em Jaguaré (ES), nos anos de 1997 a 2002. Foi coordenador diocesano de pastoral, pároco na paróquia São Mateus e ecônomo diocesano.
Padre Edivalter também exerceu o posto de diretor da Rádio Kairós, no período de 2007 a 2013. Foi representante dos presbíteros e membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores. Em março de 2016, foi nomeado vigário geral da diocese de São Mateus pelo bispo diocesano, dom Paulo Bosi Dal’Bó.

Fonte CNBB

EVANGELHO DO DIA


João 5,17-30

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. Glória a vós, Senhor.Naquele tempo, 17Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho”. 18Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus.19Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. 20O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados.21Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. 22De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, 23para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou.24Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. 25Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão.26Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. 27Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. 28Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: 29aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação.30Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.— Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE



29/03/2017 – 4ª. feira – IV semana da quaresma

- Isaías 49, 8-15 – “ O Senhor nos chama para ser aliança com os povos.”

A nossa caminhada aqui na terra é continuamente uma volta do exílio em busca da terra prometida, por isso, a cada momento da nossa existência humana a obra salvifica de Deus se realiza em nós. O Senhor está sempre disposto a nos atrair para experimentar os efeitos da Sua ação libertadora, desde já. Com efeito, por meio dos profetas, Ele nos acena com promessas de restauração e vida nova com o compromisso de nivelar os nossos caminhos, derrubando os montes que existem dentro de nós nos dando alegria e nos deixando em sintonia com o louvor do céu. O Senhor nos salva e cura para que também possamos ajuda-Lo no Seu projeto para a humanidade. Todos nós fomos destinados (as) a ajudá-Lo na obra de salvação, assim é que o profeta Isaías nos incentiva a manter firme confiança na Sua promessa de atender os nossos pedidos. Aos que estão presos (as) às dúvidas, indecisões e comodismo Ele diz: “Saí”. Àqueles (as) que estão escondidos (as) nas trevas do pecado, da mentalidade do mundo Ele diz: “mostrai-vos”. O Senhor nos chama para ser aliança com os povos promovendo a paz, sendo instrumento de reconciliação entre as pessoas e ajudando-as na sua reestruturação e nos promete proteção na nossa missão. Ele nos convoca para edificar o reino dos céus, na terra e, para isto, somos amparados e exercitados no Seu amor. A nossa vida foi preservada para que possamos cumprir a nossa missão de ajudar na obra de salvação dos nossos irmãos. Nunca poderemos nos achar sozinhos nem abandonados porque Ele, assim como uma mãe, não nunca poderá nos esquecer. E, mesmo que alguma mãe esqueça o seu filho, é promessa de Deus que Ele nunca nos esquecerá. Somos obras de Suas mãos e a nós Ele prometeu uma herança eterna. – Você já se sentiu abandonado (a) por Deus? – O que esta palavra quer dizer para você? – Qual será a herança que o Senhor destinou a você? – Será que você já pode usufruir dela desde já aqui na terra? – Pense sobre isso!

Salmo 144 – “Misericórdia e piedade é o Senhor!”

Perceba quais as qualidades que o salmista usa para definir o Senhor Deus! Ele é: misericórdia, piedade, amor fiel, paciência, compaixão, bondade, ternura, santidade, sustentador, justo, presente. Procure mais definições sobre o poder de Deus e faça a Ele um louvor igual ao que é feito no céu pelos Seus anjos e santos.

Evangelho – João 5, 17-30 – – “A Unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo”

Jesus procura mostra aos judeus como acontece a unidade entre Ele e o Pai e revela a eles o processo do grande mistério da Santíssima Trindade. O Filho trabalha em comunhão com o Pai e tudo que Ele faz é dirigido pelo Pai. Assim sendo, Jesus (o Filho) faz apenas o que vê o Pai fazer e a vida do Pai é a vida do Filho e tudo acontece entre Eles por força do Amor, que é o Espírito Santo. Assim Ele dizia: “O Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer” “O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz”! Nestas palavras de Jesus podemos perceber claramente a pessoa do Espírito Santo, que é a ação e o amor entre o Pai e o Filho. Jesus proclama a Sua Unidade com o Pai e a sua dependência à vontade do Pai. O Amor entre o Pai e o Filho é o Espírito Santo. Esta ação de Amor é a obra que Deus quer realizar em nós e, mesmo que não consigamos entender com a nossa razão, precisamos acolher com o coração para que ela se realize. Os judeus não quiseram apreender as revelações de Jesus, por isso, não puderam abraçar a Salvação que Deus preparou para eles. Nós, no entanto, somos chamados, hoje, a mergulhar no mistério da Trindade a fim de que esta ação de amor se realize também em nós. Há uma sintonia completa na obra que a Santíssima Trindade realiza em nós pelo poder do Espírito Santo que mora em nós e quem nos leva a fazer todas as coisas como Jesus fazia, a exemplo do Seu Pai. O Pai e o Filho são para nós um modelo de Unidade e de Comunhão no Amor. Um não é maior que o outro nem tampouco nenhum deles deseja superar o outro. O Pai é modelo para o Filho e é desejo do Filho ser como o Pai. Jesus veio ao mundo para nos ligar ao Pai e para que tenhamos a vida eterna desde já. A vida eterna depende da nossa adesão ao projeto de Jesus crendo na Sua Palavra e não duvidando do Seu poder. Possuir a vida em si mesmo é possuir a vida divina. Fomos feitos à imagem e semelhança do Pai, portanto, unidos a Jesus, também estamos unidos ao Pai e o Seu poder permanece em nós. Não precisamos nos admirar, é palavra de Deus e aqueles que a acolhem já sentem o seu efeito na sua vida diária. - Você acredita nisso? Você tem consciência de que o poder de Deus está em você na medida em que esteja também unido (a) ao projeto de Jesus? – Você já assumiu o ser cristão (ã)?- Você acha que também pode fazer as coisas que o Pai e o Filho fazem? – Como será o jeito do Pai e do Filho agirem? – Na sua vida, como tem sido a ação do Pai e do Filho? – Você Os tem imitado em relação aos seus irmãos e irmãs?

Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - SÃO CONSTANTINO


Rei de uma região da Inglaterra, casou-se, mas não assumiu seriamente esta aliança, tanto que deixou a esposa para se dedicar às guerras militares. Nesta aventura de poder e fama, ele – como São Paulo – ‘caiu do cavalo’. Era pagão, converteu-se ao Cristianismo e assumiu seriamente o chamado à santidade.
Entrou para um mosteiro irlandês e descobriu seu chamado ao sacerdócio. Junto com outro santo, percorreu muitas regiões da Inglaterra anunciando o nome de Jesus, que tem o poder de nos dar a vitória sobre o ‘homem velho’.
Constantino foi martirizado no ano de 598, atacado por pagãos duros de coração ante o Evangelho.
São Constantino, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova Notícias

terça-feira, 28 de março de 2017

SETOR ESPAÇO LITÚRGICO REALIZA 11º ENCONTRO NACIONAL DE ARQUITETURA E ARTE SACRA


Evento acontecerá de 19 a 23 de setembro, em Curitiba
A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), através do Setor Espaço Litúrgico, realiza a cada dois anos o Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra, com a intenção de promover um debate acadêmico e interdisciplinar sobre a dignidade dos espaços de celebração, bem como a importância da preservação do patrimônio artístico e cultural da Igreja. 
A cada edição, de maneira itinerante, uma universidade é convidada a ser parceira na realização do encontro. Neste ano, o 11º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra contará com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), que sediará o evento em seu campus, em Curitiba (PR), do dia 19 ao dia 23 de setembro.
A parceria possibilitará a realização de apresentação de comunicações e trabalhos acadêmicos, que promoverá o intercâmbio de pesquisas na área da arquitetura e arte sacra. O evento contará com presença do teólogo e mosaicista, padre Marko Ivan Rupnik, como principal conferencista do evento.
As inscrições para participar do encontro são pagas e já estão abertas. Os interessados podem se inscrever através do site do evento. Outras informações podem ser obtidas no portal: http://www.enaas.com.br/
 Fonte: CNBB

PAPA NA MISSA DA MANHÃ: "VIVER A VIDA ASSIM COMO ELA É; A PREGUIÇA PARALISA"


Cidade do Vaticano (RV) – O Evangelho do dia, que narra o episódio do paralítico curado por Jesus, foi o centro da homilia do Papa na missa celebrada na manhã desta terça-feira (28/03), na Casa Santa Marta.
Um homem que estava doente havia trinta e oito anos estava deitado na beira de uma piscina com cinco pórticos, chamada Betesda em hebraico. Muitos doentes ficavam ali deitados - cegos, coxos e paralíticos -, esperando que a água se movesse. Diziam que quando um anjo descia e movimentava a água da piscina, os primeiros doentes que entrassem, depois do borbulhar da água, ficavam curados de qualquer doença que tivessem.
Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe: 'Quer ficar curado?'
“É belo, Jesus sempre nos diz ‘Quer ficar curado? Quer ser feliz? Quer melhorar a sua vida? Quer estar cheio do Espírito Santo?’... a palavra de Jesus... Todos os outros que estavam ali – doentes, cegos, paralíticos – disseram: ‘Sim, Senhor, sim!’. Mas aquele homem, estranho, respondeu a Jesus: ‘Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente’. Sua resposta é uma lamentação: ‘Veja, Senhor, como é ruim e injusta a vida comigo. Todos os outros podem entrar e se curar e eu tento há 38 anos, mas...’
“Este homem – observa o Papa – era como a árvore plantada nos braços de um rio - como diz o primeiro Salmo - ‘mas tinha as raízes secas’ e ‘as raízes não tocavam a água, não podiam extrair saúde das águas’”:
“Isto se entende pelo comportamento, pelas lamentações... sempre tentando dar a culpa ao outro: ‘Mas são os outros que vão antes de mim, eu sou um coitadinho que está aqui há 38 anos...”. Este é um pecado feio, o pecado da preguiça, que é pior do que ter o coração morno, bem pior. É viver, mas ‘viver sem vontade de ir avante, de fazer alguma coisa na vida; é perder a memória da alegria’. “Este homem não conhecia nem de nome a alegria, a havia perdido. Isto é pecado, é uma doença muito ruim”. ‘Mas eu estou bem assim, me acostumei... A vida foi injusta comigo...’. “Sente-se o ressentimento, a amargura do seu coração”.
Jesus não o repreende, mas lhe diz: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’. O paralítico se cura; mas era sábado, os Doutores da Lei lhe dizem que não lhe é permitido carregar a cama e lhe perguntam quem o havia curado naquele dia. ‘É contra a lei, este homem não é de Deus’. O Paralítico não tinha ainda agradecido Jesus, não lhe havia nem perguntado seu nome. “Levantou-se com a preguiça de quem vive porque o oxigênio é grátis”, disse o Papa.
“Daqueles que vivem sempre vendo que os outros são mais felizes e vivem na tristeza, esquecendo-se da alegria. A preguiça – explicou Francisco – é um pecado que paralisa, que nos deixa paralíticos, que não deixa caminhar. Hoje também o Senhor olha por todos nós; todos temos pecados, mas vendo este pecado, nos diz: ‘Levanta’”:
“Hoje o Senhor diz a cada um de nós: ‘Levanta, pega a tua vida como ela é: boa, ruim, como for, pegue-a e vá adiante. Não tenha medo, vai adiante, com a tua cama’. ‘Mas Senhor, não é o último modelo...’. ‘Vai avante! Com a cama ruim, mas avante! É a sua vida e a sua alegria!’ “Quer ser curado? – é a primeira pergunta que o Senhor nos faz hoje. ‘Sim, Senhor’. ‘Levanta’. E na antífona, no início da missa, havia aquele trecho tão bonito: ‘Vós, que tendes sede, vinde às águas – são grátis, não a pagamento – vinde e bebei com alegria’. E se dissermos ao Senhor ‘Sim, quero ser curado; sim, Senhor, ajuda-me porque quero me levantar’, saberemos como é a alegria da salvação”. (from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

PAPA FRANCISCO CONTRA AS ARMAS NUCLEARES: A PAZ NÃO SE CONSTRÓI SOBRE O MEDO



Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco enviou uma mensagem à Conferência da ONU sobre armas nucleares, em andamento em Nova Iorque de 27 a 31 de março. A finalidade da Conferência é negociar um instrumento juridicamente vinculante sobre a proibição das armas nucleares, que conduza à sua total eliminação.
 
Representando a Santa Sé, participa do evento o Subsecretário das Relações com os Estados, Mons. Antoine Camilleri, que leu a mensagem do Papa Francisco.
No texto, o Pontífice cita os efeitos devastadores das armas nucleares e suas catastróficas consequências humanitárias e ambientais para questionar a sustentabilidade de um equilíbrio baseado no medo.
“A paz e a estabilidade internacionais não podem ser fundadas sobre um falso sentido de segurança, sobre a ameaça de uma destruição recíproca ou de total aniquilamento, sobre a simples manutenção de um equilíbrio de poder”, afirma o Papa. Pelo contrário, a paz deve ser construída sobre a justiça, sobre o desenvolvimento humano integral, sobre o respeito dos direitos humanos fundamentais e da natureza.
Portanto, nesta perspectiva, para Francisco é preciso ir além da proibição das armas nucleares, adotando estratégias de longo alcance para promover a paz e a estabilidade e evitar políticas míopes aos problemas de segurança nacional e internacional, que ultrapassem o medo e o isolacionismo.
Neste contexto, prossegue o Papa, “o objetivo final da eliminação das armas nucleares se torna seja um desafio, seja um imperativo moral e humanitário”. Ainda na mensagem, o Pontífice insiste na necessidade do diálogo, da confiança recíproca e do envolvimento de todos os Estados, que possuam ou não armas nucleares. “A humanidade tem a capacidade de trabalhar junta para construir a nossa casa comum; temos a liberdade, a inteligência e a capacidade de guiar e dirigir a tecnologia, assim como a de limitar o nosso poder e de colocá-lo a serviço de outro tipo de progresso: mais humano, mais social e mais integral.”
Por fim, Francisco faz votos de que a Conferência seja profícua e dê uma contribuição eficaz no avanço da ética da paz e da segurança cooperativa multicultural, “de que a humanidade tanto necessita”.(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO AO X FÓRUM SOBRE O FUTURO DA AGRICULTURA



E enquanto em Nova Iorque se fala de armas nucleares, em Bruxelas decorre o X Fórum sobre o Futuro da Agricultura no mundo. Ocasião para o Santo Padre transmitir também uma mensagem através do Cardeal Secretario Pietro Parolin que nele participa. Francisco convida a um empenho não só no sentido de melhorar o sistema de produção e de comercialização, mas também e sobretudo que se ponha a tónica no direito de cada ser humano a ter acesso a uma alimentação sã e suficiente e a ser nutrido conforme as próprias necessidades. É cada vez mais evidente a necessidade de pôr a pessoa humana no centro de qualquer acção, quer se trate de trabalhadores agrícolas, operadores económicos ou consumidores. Esta abordagem – lê-se na mensagem apresentada pelo Cardeal Parolin – se for partilhada como impulso ideal e não como dado técnico, permite ter presente a estreita relação entre agricultura, cuidado e custódia da Criação, o crescimento económico, os níveis de desenvolvimento e as necessidades actuais e futuras da população mundial.
As expectativas ligadas aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável definidas pela comunidade internacional [e que deverão ser atingidas até ao 2030], requerem que se enfrente a situação de certos países e zonas do mundo onde a actividade agrícola é carente porque não suficientemente diversificada e, por conseguinte, inadequada a responder ao contexto ambiental e às mutações climáticas. Trata-se de um mecanismo complexo que atinge sobretudo os mais vulneráveis excluídos não só dos processos de produção como também obrigados a abandonar as próprias terras e procurar refúgio e esperança de vida noutros lugares.
O futuro da agricultura – lê-se na mensagem – não pode ser pensado impondo modelos de produção que beneficiem apenas uma parte da população mundial, em prejuízo da outra parte. Qualquer esforço deve ser orientado, antes de mais, a fazer com que cada país possa crescer os próprios recursos para chegar à auto-suficiência alimentar. Há que pensar em novos modelos de consumo, formas de organização comunitária que valorize os pequenos produtores e preservem os ecossistemas locais e a bio-diversidade. Há que adoptar políticas de cooperação que não agravem a situação das populações menos avançadas ou a sua dependência externa.
O fosso entre a amplidão dos problemas e os resultados positivos até agora obtidos não deve desencorajar, nem criar desconfianças, mas sim responsabilizar – escreve o Papa na sua mensagem, esperançoso de que nesse Fórum cada um possa encontrar o encorajamento necessário para intensificar a obra empreendida, tornando-a cada vez mais criativa e estruturada. “É muito o que se fazer” – remata o Papa na mensagem. (from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano